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segunda, 25 de setembro de 2017 SÃO PAULO SP, SÃO LOURENÇO DA SERRA SP - SEDE E UNIDADE CAMPESTRE E CENTRO DE TREINAMENTO
   

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PRESERVANDO A FAUNA E A FLORA

 

PRESERVANDO A FAUNA E A FLORA

Sempre convivi com armas - componentes do acervo tradicional de ferramentas e utensilios familares -. Minha educação incluiu o desenvolvimento do amor pelo esporte, com inclusão do Tiro Esportivo, sendo a modalidade de minha predileção atual o Tiro Prático, por exigir esforço cognitivo, preparo físico, equilíbrio e suavidade.

Mas nuca pratiquei a Caça Esportiva. Mas isso não impediu que eu procurasse conhecer esse Esporte, ao contrário dos que, na ignorância, preferem desenvolver pré conceitos,  seguindo os chavões e palavras de ordens de outros inocentes úteis ou mal intencionados.

Em 04 de julho de 2.010, foi publicada no ESTADÃO matéria assinada por Lourival Sant’ Anna, cuja leitura recomendo a todos os que não seguem as cegas, o que lhes dizem os que combatem o Esporte da Caça Esportiva:

“Caça controlada de animais nativos faz crescer turismo, receita e desenvolvimento local na savana”
Lourival Sant’Anna – O Estado de S.Paulo
 
 
“No Brasil, as reservas ecológicas são territórios teoricamente intocáveis, nos quais atividades econômicas são proibidas. Como há gente morando dentro delas e no seu entorno, e é impossível fiscalizar seus imensos territórios, todo tipo de atividade ocorre de forma ilegal e predatória. Na África do Sul, no lugar de reservas há 19 parques nacionais, dos quais o Estado retira arrecadação e as comunidades, empregos. Cometem-se crimes ambientais, mas numa dimensão muito menor.
Nos parques nacionais, o governo entrega concessões para empresas privadas operarem hotéis, safáris, restaurantes e lojas, que vendem não só produtos industrializados, mas também peças de artesanato feitas pelas comunidades locais. De acordo com Reynold Thakluli, gerente de relações institucionais do South African National Parks, órgão do Ministério do Meio Ambiente, menos de 20% dos gastos com manutenção são bancados pelo governo e 80% provêm das atividades privadas.”
 
“O último censo, feito em 2005, mostra um aumento na população de muitas espécies de animais. Os elefantes, por exemplo: de 7.454, em 1980, passaram para 12.470; as girafas, de 4.122 para 6.700; e os rinocerontes brancos, que chegaram perto da extinção no fim do século 19, saltaram de 598 para 6.940. Nos safáris, é fácil encontrar famílias de leões nas estradinhas que cruzam o parque. Elefantes, girafas, zebras, rinocerontes, hipopótamos, búfalos e várias espécies de antílopes são vistos facilmente durante o dia.”
 
“Richard Sowry, policial ambiental no Kruger Park, defende a “caça sustentável” como forma de preservar o meio ambiente. Sowry conta que trabalhava na reserva privada Klaserie. Em todo o ano de 2001, foram caçados na reserva dois leões, dois elefantes e cinco búfalos. Isso deu para sustentar a reserva, que tinha cerca de 100 leões e 400 elefantes, e ainda gerar lucros, garante o policial – um dos cerca de 300 que patrulham o Kruger.
Sowry diz que uma reserva de safári apenas para fotografar pode degradar o meio ambiente se gerar lixo sem destinação adequada, se não tiver tratamento de esgoto ou causar excessiva aglomeração de veículos. “O importante é que as reservas sejam administradas de forma sustentável, independentemente de serem para caça ou não.”"
  

“Os preços variam, mas, em média, para caçar um leão paga-se US$ 67 mil; um leopardo, US$ 10 mil; um rinoceronte branco, US$ 87 mil. Assim, as reservas podem gerar lucros matando poucos animais e criando espaço para muitos.”

 

 

“Harriet Davies-Mostert, diretor científico do Endangered Wildlife Trust (Fundo da Vida Selvagem em Risco), enumera “aspectos positivos da indústria da vida selvagem”: aumento na distribuição e abundância dos grandes herbívoros; recuperação de várias espécies em risco, como bontebok (antílope), zebra da montanha do cabo e rinoceronte branco; redução dos rebanhos e da degradação do solo que eles causam.”
 

Em 18 de dezembro de 2.008, foi publicada no GLOBO matéria assinada pela nossa querida MAYTÉ PROENÇA,  que foi vítima do “politicamente correto” do Brasil quando se manifestou em um programa de TV ser favorável a Caça Esportiva. Universalista, com invejável visão do Mundo e da sociedade humana, Mayté consegue discorrer com simplicidade e profundidade sobre o assunto. Infelizmente, os adeptos do “politicamente correto” são cegos a razão e a realidade, e, com certeza, não leram Mayté.

A todos os demais, recomendo a leitura de A CAÇA de MAYTÉ PROENÇA. 
O Globo – 18/12/2008  – Mayté Proença
“Recentemente, em um programa Saia Justa, no meio de uma discussão sobre o macho moderno, me pus a defender a caça. Disse, basicamente que nós mulheres ganhamos tanto espaço nas últimas décadas – espaços que foram, desde sempre, redutos dos homens – e que enquanto avançávamos, os rapazes ficaram olhando perplexos esperando que aquilo fosse uma marola ao invés do grande movimento transformador de hábitos que virou. E que agora os pobres estão tontos sem ter onde manifestar sua masculinidade, não tem mulher para detonar, não têm boi para laçar, não há duelos de morte, não se enfrenta um javali para o sustento da família.
Assim, defendi a idéia de que se os rapazes empreendessem a caça -, que é esporte de homens, faria-lhes bem ao instinto frustrado, a todo esse lado primitivo primordial deprimido. E aí soltei a frase, “Se o desorientado do Bush caçasse, não teria invadido o Iraque”. Pronto! Todas as sociedades de proteção aos animais, dos carrapatos até aos unicórnios, estão em cima de mim. Gente que possivelmente aprecia uma picanha, um franguinho de granja, um robalo asfixiado aos poucos nas redes de pescadores.
Pois vamos lá. A caça, antes de ser um esporte ou distração, foi sempre uma atividade milenar do homem. Uma atividade econômica e de sobrevivência. O homem foi caçador, antes de ser agricultor ou criador de gado. Nas tribos primitivas da Amazônia, os índios vivem ainda hoje sobretudo da caça e da pesca, e toda a organização econômica, social e política deles está feita em torno disso. O homem caça para dar de comer à família e fazendo o que todos os outros animais fazem na Natureza. Como disse Woody Allen, “a natureza é um imenso supermercado onde se caçam todos uns aos outros”.
É claro que, com o tempo e nos países desenvolvidos, a caça deixou de representar uma necessidade econômica, para passar a ser uma forma de lazer, embora, mesmo em regiões da Europa, ela ainda represente um importante complemento alimentar. Mas o fato de a caça ter se tornado um esporte e não mais uma necessidade evidente, não faz com que os cromossomos do caçador se tenham extinto, assim como não apaga o ato cultural que a caça representa. Só aqueles que nasceram, cresceram e vivem nas cidades, aqueles que não sabem como funciona a natureza, o campo e o mato, é que não conseguem entender a íntima relação que existe entre a natureza e a caça.
A história da pintura, da literatura, da música, da escultura está repleta de exemplos de histórias ambientadas na caça – Picasso e Hemingway, para não ir mais longe. Picasso manteve, a propósito, uma polêmica pública com o filósofo espanhol Ortega Y Gasset, que era adversário da caça, com os argumentos clássicos da brutalidade e ect. Anos depois e após ter decidido estudar a sério o assunto, Gasset escreveu um livro em que se retratava, “Sobre a caça e os touros”.
O que mudou ao longo dos tempos, e com o fim da necessidade econômica da caça, foi a necessidade de ela deixar de ser um “bem livre” e ter de passar a ser organizada. Não conheço o funcionamento da coisa em nosso país, mas na Europa, que pode nos servir de modelo, aonde já participei de caçadas, a caça desportiva é uma atividade economicamente relevante, sobretudo para as populações rurais, dando-lhes emprego, fixando-as nos campos, forçando-as a manter a agricultura (porque só há caça onde houver agricultura e sementeiras para as aves e outros animais se alimentarem). Há, para além da agricultura em função da caça, dos guardas-florestais, dos “batedores” e todos os outros que trabalham diretamente numa caçada, uma infinidade de pequenos hotéis, restaurantes e lojas de província que vivem da passagem dos caçadores e que, se isso acabar, estão condenados a abandonar as terras e ir procurar emprego na periferia das grandes cidades – cada vez mais desumanizadas e inabitáveis.
Por isso, porque se tornou uma atividade econômica importante, a caça está hoje organizada em toda a Europa. Não apenas o interessado tem de ter licenças e passar exames para poder se tornar caçador, como também é responsável pela própria existência de caça: ou criando-a diretamente ou pagando a quem o faz. Isto implica tratar do terreno da caça, limpa-lo, cuidá-lo, semeá-lo, fazer comedouros e bebedouros para os bichos e controlar a sua existência, de uma época para a outra. O sujeito não mata o que quer, mas o que pode: é o dono ou o grupo de caçadores que explora um terreno que determina, em cada ano, qual o limite de cada espécie que se pode caçar, sob pena de essa espécie se poder extinguir no ano seguinte. Porque a regra essencial é manter o equilíbrio entre as espécies.Mesmo a caça grossa da África, que tanta impressão faz às pessoas obedece a estas regras: organização, controle das espécies, rentabilidade econômica para as populações locais. Ao contrário do que alguns julgam, não é qualquer um que pode ir matar um elefante na África. Primeiro, tem de se inscrever numa organização de caça local e comprar a respectiva licença, que anda em torno de 8.000 dólares por elefante – mais as despesas com a estada, os extras, ect. Depois, não mata o que quer, mas sim o elefante que as autoridades locais selecionaram – sempre um macho, já velho e fora da manada.E esta é a maneira civilizada de controlar a espécie, não deixando matar de mais, mas matando o necessário para manter o equilíbrio entre as espécies e, ao mesmo tempo, fazendo disso uma atividade econômica que, em muitos casos de populações africanas, é quase a única fonte de rendimento disponível. Há alguns anos, o presidente Mugabe (que só faz asneiras e destruiu a agricultura no Zimbabwe), resolveu proibir a caça ao elefante. O resultado é que, em dois ou três anos, o excesso de elefantes começou a tornar a vida insuportável para as populações rurais, destruindo as colheitas e atacando as próprias aldeias. Então, quis atrair caçadores às pressas, mas como as organizações que o faziam haviam ido embora, teve de pedir ajuda a um organismo internacional qualquer, que veio dizimar os elefantes em excesso com uns sujeitos de helicóptero disparando balas envenenadas por cima da cabeça dos elefantes, que iriam morrer lentamente.

 

Ao contrário do que se pensa, o prazer da caça não está em matar. Está, acima de tudo, na fusão com a natureza, na compreensão que se redescobre de como funciona esse mundo de que tantos falam e tão poucos entendem. Perceber o que é uma linha de água, mesmo que não visível, como se deve caminhar no mato, como se faz uma emboscada, que frutos e que raízes se podem aproveitar, distinguir o canto e os hábitos dos animais, ver o estado das culturas, enfim, todo esse lado primitivo e primordial de Robinson Crusoe, que muita cultura urbana já matou dentro da grande maioria de nós – e é por isso que há crianças na cidade que não sabem que o frango tem penas, que o ovo vem da galinha e que os morangos não nascem numa árvore mas no chão. No fim de tudo, sim, resta ainda o prazer do tiro – não porque se matou, mas porque se acertou no alvo.

Mas, se isso é crueldade, eu pergunto o que será a matança doméstica do porco ou do galo à facada, ou a matança das vacas num matadouro e a morte lenta de um peixe num anzol ou asfixiado aos poucos numa rede de pesca? Será que os defensores dos animais sabem como se faz o foie-gras, como se extrai o caviar do esturjão ou, mais democraticamente, como se criam frangos num aviário? Ou será que sabem como morre uma perdiz na boca de uma raposa ou de uma águia? Eu, se fosse ave, preferia viver no mato como uma perdiz brava do que viver num aviário como um frango, e preferia morrer fulminada por um tiro do que decepada por uma guilhotina mecânica.

Ou, como reza um poema de Sophia de Mello Breyner, mãe de meu amigo e caçador Miguel Sousa Tavares:

“As pessoas sensíveis não são capazes de matar galinhas, Porém, são capazes De comer galinhas”.

Esta é uma luta perdida, impossível vencer o politicamente correto. Mesmo assim, insisto: Cacem rapazes, exercitem instintos ancestrais, soltem seus bichos interiores à captura de outros animais. Esgotem-se nisso. Pela alegria, pelo prazer da brincadeira, pela paz!
 
Certa ocasião o ecologista, Principe Phillip da Inglaterra,  escandalizou os nossos “politicamente corretos” quando questionou porque em vez de proibir, não faziamos a exploração racional da floresta.

O Principe sabe, mas os nossos “politicamente corretos” não sabem, antes de  “sapiens”  somos o “homo economicus” e perdemos o interesse por tudo o que não tem mais valor. Quando reduzem o valor das florestas e animais a zero, os incendios e a sua estinção é inerosável.

No Brasil a unica Vida Selvagem que sobriverá a política predatória dos  “politicamente corretos” serão os peixes, protegidos pela “Pesca Esportiva” com as fazendas e “Pesqueiros” em franco crescimento no nosso País. A sobrevivência e proliferação dos peixes destinados a Pesca Desportiva está garantida.

É o meu Ponto de Vista

ODILON SOARES

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